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Sete dicas para não desistir dos treinos na academia

Sete dicas para não desistir dos treinos na academia

Malhar em companhia de amigos torna a atividade mais agradável e ajuda a manter a motivação para ir treinar — Foto: Istock Getty Images

Malhar em companhia de amigos torna a atividade mais agradável e ajuda a manter a motivação para ir treinar — Foto: Istock Getty Images

 

A academia faz parte da rotina de muitos brasileiros. Mas muitos praticantes não seguem uma disciplina adequada e se desmotivam nos treinos, o que causa o abandono das atividades físicas. O fator psicológico influencia diretamente na falta de estímulos em perseverar em qualquer prática, sobretudo na esportiva. Costuma-se largar à academia por motivos distintos, desde a falta de tempo, dificuldade no deslocamento, ausência de determinadas atividades/equipamentos e até falta de dinheiro. Ainda assim, existem algumas medidas que podem ser adotadas para manter a motivação lá em cima. Afinal, praticar exercícios físicos com regularidade é uma das medidas mais importantes para a manutenção da saúde. Com a ajuda da psicóloga do esporte Thabata Telles, presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte (ABRAPESP), elencamos sete dicas para manter a motivação e melhorar a frequência nos treinos. Confira:

+ Aplicativo para atletas revela dados sobre motivação no esporte e lança desafio para usuários

1. Coloque os treinos na agenda

Para ir com mais regularidade à academia, uma sugestão é marcar a atividade na agenda. Dessa forma, muda-se a maneira como se encara os treinos e evitam-se desculpas por não haver disponibilidade. Defina dias e horários para cuidar de seu corpo. Criar esse hábito ajuda a espantar a preguiça ou falta de vontade.

 

2. Crie metas alcançáveis

Elaborar metas é um passo importante para se desafiar e continuar estimulado, desde que sejam traçados objetivos reais e que se respeite o perfil de cada pessoa. Ou seja, evite criar metas impossíveis de ser atingidas e nem acredite em soluções mágicas, o que levaria à frustração por não conseguir o resultado esperado. A psicóloga do esporte Thabata Telles explica que não se pode olhar apenas para os resultados.

– O ideal é que as metas sejam divididas em curto, médio e longo prazo, mas também em processo, desempenho e resultado. Às vezes, para chegar naquele resultado é preciso ter um desempenho melhor. Se a pessoa coloca como meta emagrecer tantos quilos, mas precisa fazer uma aula inteira de spinning que nunca conseguiu ou aprender a pedalar melhor, pois está fazendo o movimento errado, é necessário ajustar o processo. Muitos não sabem por que não estão conseguindo evoluir, já que o foco está somente no resultado – analisa.

3. Tenha a companhia de amigos

O apoio dos amigos é um importante aliado para manter a prática dos exercícios. Como estão no mesmo espaço, um leva o outro e vice-versa, além de tornar o ambiente mais agradável. Porém, não vá aos treinos somente por causa dos amigos nem fique dependente deles. Busque fazer novas amizades, entender melhor sobre as atividades e aproveitar o seu momento. Assim, impede de se prejudicar na hipótese de um amigo desanimar e sair da academia.

 

4. Não tenha medo de experimentar atividades

Recomenda-se procurar uma atividade motivante e que faça sentido para alcançar o objetivo desejado. Mas isso nem sempre acontece no primeiro exercício. Por isso, experimente treinos diferentes para conhecê-los a fundo, não vá atrás apenas daquelas atividades mais conhecidas.

 

– As pessoas não têm tantas experiências de práticas de movimento, geralmente se conhece o que se vê na televisão ou o que a pessoa ao lado faz. Mas, na verdade, existe uma gama enorme de atividades que podem ser experimentadas. Faça mais de uma aula, por exemplo. Pode haver vários fatores para não gostar, como: você não estava num dia legal, não comeu, não dormiu bem, o professor não estava bem. É sempre bom tentar mais uma vez, não ter medo de tentar – indica Thabata.

5. Vá no seu ritmo

Cada pessoa tem um perfil, um biotipo e uma história de vida diferente. Levando isso em consideração, o respeito às limitações é fundamental para entender o processo de evolução de cada um. Não é necessário forçar a barra em exercícios desnecessários a ponto de criar um momento ruim que leve ao desânimo. É uma espécie de autoconhecimento para ir no seu ritmo, sem pressa, inclusive prevenindo possíveis lesões.

6. Registre a evolução

Para visualizar o real avanço em seus treinos, procure anotar num caderno o quanto está evoluindo. Coisas como o começo de uma nova atividade ou o alcance daquela meta desejada. Pouco a pouco, essas anotações vão mostrar o quanto o esforço está valendo a pena. São pequenas vitórias que têm um valor imenso, sobretudo na parte emocional.

7. Procure ajuda profissional

É de suma importância contar com ajuda profissional ao entrar na academia. Não dispense o auxílio de um educador físico, que pode auxiliar a fazer os exercícios da forma correta e passar orientações apropriadas para o seu perfil. Da mesma forma, conte com um psicólogo do esporte, no caso de precisar manter a motivação e hábito nos treinos.

– Existe um tabu que precisa ser quebrado a respeito do psicólogo do esporte, pois só o procuram quando possuem algum transtorno. Na prática, a atuação desse profissional é muito diferente ao da clínica. Ele é preventivo, para cuidar que você não tenha algum transtorno – completa Thabata.

 
 
 

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Coronavírus: saiba que alimentos fortalecem a imunidade

Coronavírus: saiba que alimentos fortalecem a imunidade

 
 

Em época de corona vírus, é importante ter atenção com a proteção do sistema imunológico. É fundamental manter boa hidratação, ingestão de alimentos com propriedades antioxidantes (vitamina C, vitamina E, selênio, zinco, vitamina A, licopeno, resveratrol…) e anti-inflamatórias, ômega 3 e probióticos. É claro que alimentação não evita o contágio com a doença. Mas um sistema imunológico fortalecido pode ter mais armas para combatê-la, e por isso vamos listar alguns alimentos que podem ajudar nesse reforço. E atletas profissionais ou amadores que seguem em treinamento, mesmo que seja em casa, precisam do cuidado nutricional para reduzir os efeitos negativos que o exercício em alta intensidade ou de longa duração podem causar ao sistema imunológico. Isso inclui redobrar a atenção com a ingestão energética, com maior consumo de alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios.

 


Frutas cítricas, berrys, mel, gengibre e castanhas estão entre os alimentos que ajudam a fortalecer a imunidade — Foto: Istock Getty Images

Frutas cítricas, berrys, mel, gengibre e castanhas estão entre os alimentos que ajudam a fortalecer a imunidade — Foto: Istock Getty Images

 

  • Hidratação: a defesa do organismo contra microrganismos que entram através do trato gastrintestinal e respiratório é realizada por anticorpos, principalmente pelas Imunoglobulinas tipo A (IgA), que estão presentes principalmente na saliva. A redução do fluxo salivar pode diminuir a quantidade de IgA. Beba de 35 a 40 ml água/kg peso diariamente. Durante a prática esportiva, de 400 a 800 ml água/ hora.
  • Probióticos: Bifidobacterium e Lactobacillos, microrganismos vivos, são “bactérias do bem”, que administradas em quantidades adequadas acarretam benefícios à saúde. Estimulam a multiplicação de bactérias benéficas. Podem estar na fórmula de cápsulas, sachês e adicionadas em alimentos como alguns iogurtes.
  • Alimentação Colorida e Variada e diversidade alimentar promovem maior ingestão de vitaminas, minerais, ômega 3 e fitoquímicos:
 
  1. Vegetais verde escuros (espinafre, bertalha, brócolis, agrião, couve…): fontes de fibras, betacaroteno, ferro, ácido fólico;
  2. Frutas e legumes avermelhados (morango, tomate, cereja, berrys, goiaba): excelentes fontes de vitamina C, licopeno, antocianinas e ácido elágico, têm propriedades antioxidantes, cardioprotetoras e estimulantes do sistema imunológico;
  3. Frutas e legumes alaranjados (mamão, cenoura, damasco): ricos em pigmento carotenoide, vitamina A e vitamina C. Atuam na manutenção dos tecidos, pele e cabelos, aumentam a imunidade e a defesa antioxidante e melhoram a acuidade visual e a visão noturna.
  4. Alimentos arroxeados (uva roxa, ameixa, mirtilo, jabuticaba): fontes de antocianina e resveratrol. Possuem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, antifúngicas e cardioprotetoras;
  5. Castanha do Pará e nozes: fontes de selênio, vitamina E, ômega 3;
  6. Iogurtes naturais: fontes de vitamina A e enriquecidos com probióticos;
  7. Linhaça: fonte de ômega 3, isoflavonas e fibras.
  8. Alho: fonte do fotoquímico alicina. Possui ação antifúngica, anti-inflamatória, antioxidante e hipotensora.
  9. Mel: anti-inflamatório, melhora a imunologia, expectorante, fonte de energia e prebióticos que favorecem o funcionamento intestinal e estimulam proliferação de bactérias benéficas intestinais.
  10. Gengibre: fonte de vitamina C e B6 (piridoxina), possui propriedade anti-inflamatória e antioxidante.
 
 
 

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6 DICAS PARA VOCÊ SE MANTER SAUDÁVEL NO DISTANCIAMENTO SOCIAL

6 DICAS PARA VOCÊ SE MANTER SAUDÁVEL NO DISTANCIAMENTO SOCIAL

 

Com o corona vírus se espalhando tão rápido no Brasil e no mundo, ficou bem claro que o distanciamento social é a melhor atitude que a gente pode ter pra lutar contra esse processo. Isso nos ajuda a prevenir a sobrecarga dos hospitais, sistemas de saúde, e evita o estresse dos médicos anjos que estão cuidando de todo mundo com tanto amor, e quer saber? É muito legal poder ajudar tanta gente com uma ação tão simples como ficar em casa, não é?

Enquanto é necessário cuidar para que essa curva de contaminação seja o mais baixa possível, ficar dentro de casa pode minimizar muito os riscos para qualquer doença, seja o corona vírus, H1N1, influenza e qualquer outra.

É importante ressaltar aqui, com toda a responsabilidade possível e necessária nesses momentos delicados, que não existem ainda grandes estudos aprofundados sobre o COVID-19, e que as recomendações que a gente traz aqui são baseadas nas melhores informações que existem hoje disponíveis. Além disso, é sempre melhor usar o princípio da precaução.  

distanciamento social

Com isso em mente, vem aqui seis dicas para se manter saudável durante os próximos dias:

1. LAVE SUAS MÃOS

Sério, parece obvio mas não é. Também não é uma dica superficial: é sério mesmo. Lavar as mãos com sabão é uma maneira muito efetiva de prevenir vários micróbios de se espalharem, inclusive o corona vírus.

A ação surfactante do sabão quebra a membrana externa gordurosa do vírus e ajuda a destruí-lo. Aliás, importante ressaltar: não é necessário usar um sabão antibactericida para isso, uma vez que esses não se mostraram mais efetivos que um sabão normal que você tem aí na pia de casa. 

2. USE UMIDIFICADOR COM UMIDOSTATO

A maioria dos estudos realizados sobre vírus em geral mostra que a baixa umidade aumenta a propagação e o risco de infecção. As pessoas devem usar um umidificador com umidostato o que ajuda a manter a umidade adequada entre 50 e 55%. Este é o intervalo ideal para diminuir a propagação de partículas virais.

Ah! Umidostato é aquele dispositivo que mede a taxa de umidade do ambiente, tá? Não basta ficar em casa e praticar o distanciamento social se você não se assegura que o ambiente ao seu redor está protegido.

3. USE UM FILTRO DE AR DE BOA QUALIDADE, COM LUZ UVC

Um dos problemas de passar muito tempo em ambientes fechados é que os edifícios recebem muito pouco fluxo de ar. Isso permite o acúmulo de partículas virais (junto com alergênicos, outros micróbios e produtos químicos de limpeza, tintas, móveis, etc).

Para diminuir essa exposição, é melhor usar um filtro de ar com boa qualidade que inclua um filtro HEPA mais luz UVC. Isso ajuda a matar microrganismos como os vírus. Se você não tem a menor ideia do que eu estou falando, até porque eu também não tinha quando li essa reportagem, vale abrir todas as janelas da sua casa para permitir a circulação de ar.  

4. DESINFETE AS SUPERFÍCIES COM UM LIMPADOR EFICAZ, MAS NÃO TOXICO

Foi demonstrado que o corona vírus pode viver em superfícies por alguns dias, então é importante limpar as superfícies da sua casa com frequência. De novo: distanciamento social é fundamental, mas com segurança!

Um dos desinfetantes mais eficazes e baratos pode ser feito facilmente em casa mesmo. É só misturar álcool isopropílico 70% com amônia clara. Muitos outros desinfetantes comerciais contêm outros produtos químicos que podem causar danos ao longo do tempo, então é importante evitar. Se possível, claro.  

5. PASSE ALGUM TEMPO NA JANELA OU SACADA OU JARDIM

Só porque você está em quarentena, não significa que você não pode colocar a cara na janela! Passar um tempo no sol pode ajudar a aumentar os níveis de vitamina D, o que ajuda a diminuir a replicação viral, assim como os raios ultravioletas. Estar ao ar livre também é preferível do que ficar ao ar interior recirculado, onde partículas podem se acumular.

Após o surto de gripe espanhola entre 1918 e 1919, a terapia ao ar livre foi instituída em alguns hospitais. Acreditava-se que isso melhorava os resultados nas pessoas afetadas. Pois bem… Põe a cara no sol.

Ah! Aproveite esse tempo para desacelerar um pouco, respirar, meditar e se conectar com você mesmo.

6. CONCENTRE-SE NO BÁSICO

Sabemos que muitas coisas ajudam a melhorar nosso sistema imunológico. Alguns exemplos aqui são: dormir bem, se manter hidratado, comer uma dieta saudável e diversificada de alimentos integrais e naturais, limitar os alimentos processados e ingestão de álcool e fazer exercícios moderados.

É fácil a gente ignorar o básico agora, e recorrer àquelas comidinhas fáceis e cheias de sódio ou soluções “milagrosas”, por isso a gente prefere dizer: concentre-se no básico.  

Hábitos simples podem fazer toda a diferença.

 
 
 
 

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Gotículas com vírus podem viajar até 20m durante prática de esporte, diz estudo

Gotículas com vírus podem viajar até 20m durante prática de esporte, diz estudo

Um estudo realizado pela universidade belga KU Leuven, em parceria com a Eindhoven University of Technology, chegou à conclusão que até mesmo o esporte ao ar livre precisa seguir as normas do distanciamento social.

Através da criação de um modelo matemático e o uso de um simulador, pesquisadores descobriram que mesmo estando a 1,5 metro de distância, ainda há chances de entrar em contato com gotículas de pessoas infectadas. 

O estudo revela que essa possibilidade existe mesmo estando a 20 metros de outra pessoa. Segundo pesquisadores, isso acontece porque quando nos movemos criamos um túnel de vácuo que deixa um rastro de gotículas que pode infectar outras pessoas próximas.


 
 

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35 estádios abandonados que já fizeram história no esporte mundial

35 estádios abandonados que já fizeram história no esporte mundial

01. Tiger Stadium

O Detroit Tigers está buscando uma vitória no World Series desde 1984, e os seus fãs também estão buscando os responsáveis pela demolição do Tiger Stadium até hoje. Entre 1912 e 1999, o Tiger Stadium foi a casa do Detroit Tigers, e entre 1938 e 1974, os Lions também chamaram o Tiger Stadium de casa.

Em 1975, o estádio foi declarado como um Lugar Histórico do Estado de Michigan, e em 1989, esse chão sagrado foi adicionado ao Registro Nacional de Lugares Históricos. Apesar dessas tentativas de proteção, o Tiger Stadium não conseguiu evitar a sua demolição, que acabou ocorrendo em 2009. Em 2000, os Tigers se mudaram para a sua casa atual, o Comerica Park.

02. Volêi de Praia dos Jogos Olímpicos de Atenas

Os Jogos Olímpicos de 2004 foram muito especiais se considerarmos que toda a ideia de Jogos Olímpicos nasceu na Grécia Antiga. O que era para ser um evento alegre para os gregos, na verdade tornou-se um pesadelo recorrente, o qual ainda não foi completamente resolvido. Os Jogos de 2004 foram, de longe, um enorme sucesso. O nível da competição foi intenso, os locais dos jogos foram perfeitos e não ocorreu nenhum problema que prejudicasse os atletas.

No entanto, a Grécia terminou em 15º lugar no quadro de medalhas, o que não é uma boa colocação para um país anfitrião. Para piorar, a economia do país desabou logo após os jogos. Como resultado, a grande maioria dos locais construídos especificamente para os Jogos Olímpicos estão agora abandonados e caindo aos pedaços.
03. Jogos Olímpicos do Rio

Os Jogos Olímpicos de 2016, realizados no Rio de Janeiro, foram os primeiros Jogos Olímpicos a ocorreram num país da América do Sul. Esta também foi a única vez em que os Jogos Olímpicos de Verão ocorreram durante o inverno do país anfitrião. Calma que ainda tem mais. Essa edição também foi a segunda a ser sediada por um país em desenvolvimento desde os Jogos de 1968, realizados na Cidade do México.

Antes dos jogos, muitas pessoas estavam preocupadas com a epidemia do Zika vírus e com a poluição presente na Baía de Guanabara, onde diversos eventos ocorreriam. Felizmente, não houve qualquer problema quanto ao vírus e tudo correu bem com os eventos aquáticos. Após esses Jogos Olímpicos, nos quais o Brasil conquistou sete medalhas de ouro, a grande maioria dos estádios, centros esportivos e campos foram abandonados.
04. Jogos Olímpicos de Pequim

Pelo visto, a qualidade da água, e não do ar, deveria ter sido a grande preocupação antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Essa foi a edição de verão mais cara de todos os tempos e a segunda mais cara considerando as duas versões. No geral, os jogos foram considerados um sucesso. Um dos destaques foi a qualidade das instalações que foram erguidas na China especialmente para os Jogos Olímpicos.

No entanto, assim como diversas outras cidades anfitriãs dos Jogos Olímpicos, os centros esportivos se tornaram grandes monumentos de concreto abandonados após a conclusão dos jogos. Estádios e arenas se tornaram uma grande poluição visual na cidade. Um desses locais, que agora se parece mais com um fosso poluído protegendo um castelo morto, foi o Parque Olímpico Shunyi, construído para a prática do remo e da canoagem nos Jogos Olímpicos.
05. Astrodome

A cidade de Houston precisava de um herói, e eles tiveram um na forma de um estádio fechado — ou abobadado. O Astrodome foi inaugurado em 1965 com muita festa. Chamado de a “Oitava Maravilha do Mundo”, o Astrodome foi um dos primeiros estádios a adotarem a grama sintética. O gramado, depois chamado de AstroTurf, foi um dos elementos excêntricos desse domo cavernoso, que servia de casa tanto dos Astros como dos Oilers.

Em 2014, o Astrodome foi adicionado ao Registro Nacional de Lugares Históricos. Atualmente, o domo mais famoso de Houston permanece quase sem uso e num estado decrépito. Durante o Furacão Katrina, o Astrodome serviu como abrigo temporário para milhares de desabrigados da região.
06. Jogos Olímpicos de Sarajevo

O que se tornou um local para jovens se encontrarem à noite e cometerem delitos já foi o local da competição de bobsled dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1984. Essas paredes pichadas já foram placas de concreto cobertas de uma fina camada de gelo. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 1984, sediados em Sarajevo, a capital do agora extinto Estado da Iugoslávia, ocorreram sem muito alarde.

A parte mais interessante desses jogos é o que foi feito dos centros esportivos. Desde a Guerra da Bósnia, os vestígios abandonados dos Jogos de 1984 ganharam um ar sombrio, com muros cobertos de pichação, vegetação crescendo para todo lado e buracos de bala causados pelo conflito armado.
07. Kingdome

Esta é uma base militar na Sibéria ou um prédio em Seattle? Se você chutou a primeira opção, você errou por milhares de quilômetros. Esta é a foto da parte externa do famoso Kingdome, em Seattle, que foi a casa dos Seahawks e dos Mariners dos anos 70 até 1999. O Kingdome era um local peculiar e amado pelos fãs de Seattle, mas esse adorável domo passou por diversos problemas.

Em 1994, uma parte do teto caiu durante o aquecimento antes de um jogo dos Mariners. Esse quase desastre, além de outros incidentes menores, fez com que a cidade aprovasse o financiamento de novos estádios. Em 26 de março de 2000, o Kingdome foi demolido por implosão.

08. Silverdome

Talvez os problemas dos Lions não tenham começado no campo, mas, na verdade, no seu estádio horrendo. O Pontiac Silverdome foi inaugurado em 1975, em Pontiac, no Michigan. O estádio era o maior da NFL e tinha características arquitetônicas pioneiras, como o domo coberto de Teflon. No entanto, o Silverdome estava condenado.

Um monstro isolado no meio da paisagem de Michigan, o Silverdome serviu como casa dos Lions até 2001. Assim que os Lions se mudaram para o Ford Field, o domo permaneceu vago e sem uso. Em 2017, após anos de abandono, o domo foi parcialmente demolido. Em 2018, foram dados os últimos golpes para derrubar o que ainda restava do estádio

09. Rampa de Esqui Nansen

Milan, em New Hampshire, com uma população de cerca de 1.000 pessoas, é apenas um pontinho no mapa. No entanto, em 1936, Milan era a grande atração da região graças à recém construída Rampa de Esqui Nansen. Na época, esta era a maior rampa de esqui da região leste dos Estados Unidos, e era nela que os atletas olímpicos da costa leste treinavam.

Os dias de glória da Rampa de Esqui Nansen se foram logo, e em 1988 a rampa encontrava-se sem uso e abandonada. Recentemente, houve um esforço de conservação para restaurar a beleza original da rampa. Hoje em dia, a rampa ainda está situada no meio do parque estadual.
 

10. Shea Stadium

O amado estádio dos New York Mets sobreviveu entre 1964 e 2008. Esse excêntrico estádio, localizado no Queens, ficou famoso pelas maçãs após os home runs dos Mets, pelos sinais em neon espalhados pelo campo e pelas suas traves laranjas, únicas do tipo na Liga de Beisebol (MLB). Embora o Shea Stadium seja amado pelos fãs, os proprietários, seguindo a tendência de modernização dos estádios, decidiram que era necessário construir um novo.

Em 2009, os Mets se mudaram para a sua nova casa, o Citi Field, deixando o antigo Shea Stadium abandonado e esquecido. A demolição do Shea foi concluída no início de 2009, a contragosto dos fãs mais extremos dos Mets, que se recusaram a aceitar o destino do antigo estádio.

11. Jogos Olímpicos de Berlim

Os Jogos Olímpicos de Berlim, ocorridos em 1936, foram cheios de tensões políticas. Estes foram os primeiros jogos a serem transmitidos pela TV e foram considerados, na época, os Jogos Olímpicos mais decadentes até então. Por trás da luxuosa fachada dos belos centros esportivos estavam as raízes do mal da Alemanha pré-Segunda Guerra Mundial, com demonstrações de racismo e antissemitismo ao longo dos jogos.

Apesar da constante exibição de racismo, o atleta afro-americano Jesse Owens liderou os jogos com quatro medalhas de ouro. A Alemanha liderou no quadro geral de medalhas, com os Estados Unidos em segundo lugar. Estes foram os últimos Jogos Olímpicos até 1948, após o fim da Segunda Guerra Mundial.

12. Orange Bowl

O que houve com lendário programa dos Miami Hurricanes? Os Canes já foram a equipe dominante do futebol americano, com o programa de recrutamento mais cobiçado do país. De alguma forma, por algum motivo, isso tudo mudou, e os Canes se tornaram irrelevantes. Hoje em dia, o programa é apenas uma sombra de si mesmo, e o estádio, que já foi palco de toda a sua glória, não existe mais.

O icônico Miami Orange Bowl foi a casa dos Dolphins até o fim da temporada de 1986, e dos Hurricanes até o fim da temporada de 2007. A demolição do estádio foi finalmente concluída em maio de 2008, dando lugar a um estádio de beisebol.

13. Boothferry Park

Com todo o respeito, o Boothferry Park, casa do Hull City A.F.C. entre 1946 e 2002, parecia um grande lixão. O estádio tinha capacidade para 16.000 pessoas e era famoso pelas torres de iluminação que se destacavam por cima da cidade de Hull, na Inglaterra. Combine o clima eternamente sombrio e o céu cinza da Inglaterra com a arquitetura desse antigo estádio, que não tinha cor, personalidade nem qualquer tipo de luxo, e você tem o Boothferry Park.

Este foi um centro esportivo sem graça que acabou completamente esquecido. Depois que o Hull City se mudou, o estádio permaneceu abandonado por anos, vândalos pichando e destruindo cada centímetro do lugar. A demolição final do estádio ocorreu em 2011, livrando Hull dessa monstruosidade.

14. Jogos Olímpicos de Atenas

E retornamos a Atenas. O que mais podemos dizer dos Jogos Olímpicos de 2004? Nós mencionamos o colapso econômico logo após os jogos, citamos a imensa quantidade de queijo feta e pão pita que foram consumidos e falamos sobre como os jogos ocorreram sem nenhum grande incidente. Nós também discutimos o completo desprezo que Atenas teve em relação aos centros olímpicos.

A imagem acima mostra o campo de softball, o qual serviu de palco para que as maiores jogadoras de softball do mundo arremessassem suas bolas mais rápido do que um Deus Grego arremessaria sua lança. Hoje em dia, o local está abandonado, com mato e arbustos crescendo por todo canto.

15. Parque Olímpico de Montreal

O que você está vendo aqui é o Parque Olímpico construído para os Jogos Olímpicos de Verão de 1976, realizados em Montreal. Os Jogos de 76 são geralmente considerados inexpressivos, tendo deixado a cidade de Montreal endividada por décadas. Os jogos também foram boicotados por dezenas de nações, o que gerou um clima mais político do que competitivo.

Outros problemas incluem o Estádio Olímpico — que aparece ao fundo —, um projeto incrivelmente caro e, mesmo assim, altamente disfuncional. A construção do estádio foi muito além do orçamento planejado, e o projeto ainda previa um teto retrátil. No fim das contas, o teto nunca funcionou completamente e acabou sendo uma enorme dor de cabeça.

16. Jogos Olímpicos de Sarajevo

Esta foto assustadora mostra o quão devastadora foi a Guerra da Bósnia em meados dos anos 90. O campo, hoje com centenas de lápides, fez parte dos Jogos Olímpicos de Sarajevo em 1984. O estádio no fundo, que parece que foi alvo de dezenas de mísseis, foi a arena em que os maiores atletas do mundo se reuniram.

Hoje em dia, isso não é nada além do que uma lembrança da violência e das mortes que tomaram o país uma década após o fim dos jogos. A Alemanha Oriental liderou os Jogos de 1984 com nove medalhas de ouro, enquanto a União Soviética venceu no número total de medalhas, com 25.

17. Dongdaemun Stadium

Os Jogos Olímpicos de 1988, realizados em Seul, na Coreia do Sul, foram os últimos jogos com a participação da União Soviética e da Alemanha Oriental. Buscando sair em grande estilo, os soviéticos dominaram o quadro de medalhas com enorme vantagem. Esses jogos também foram os últimos em que a equipe de basequete dos EUA foi representada exclusivamente por amadores.

Muitos dos centros esportivos utilizados nos Jogos de 1988 ainda estão de pé e foram modernizados. O Dongdaemun Stadium, no entanto, não está entre eles. O estádio foi inaugurado em 1925 e tinha capacidade para 23.000 pessoas. Em 2008, após anos sem uso, o estádio foi demolido. Antes da demolição, o estádio chegou a ser utilizado como um mercado de pulgas e um estacionamento.

18. Estadi de Sarrià

Você sabia que Barcelona tem duas equipes na La Liga? A equipe que todo mundo conhece é o F.C. Barcelona, o clube que revelou Lionel Messi, um dos maiores jogadores de futebol do mundo. O outro clube de Barcelona, a equipe ignorada por todos, exceto seus fãs mais fiéis, é o RCD Espanyol.

A casa do RCD Espanyol é atualmente o RCDE Stadium, que foi inaugurado em 2009. Antes dessa mudança, o RCD Espanyol jogou no Estadi de Sarria — que aparece na foto acima — entre 1923 e 1997 e no Estadi Olimpic Lluis Companys entre 1997 e 2009. No estádio ocorreram cinco jogos de futebol durante os Jogos Olímpicos de 1992.

19. Stone Mountain Tennis Center

O grande problema do Stone Mountain Tennis Center não era a sua capacidade — que era grande — ou a qualidade das instalações — ele foi construído para os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta —, mas o fato de que esse gigantesco centro de tênis foi construído no coração do país do futebol americano.

Os Jogos Olímpicos de Verão de 1996 viram os Estados Unidos serem líderes no quadro de medalhas pela primeira vez desde 1984. Os jogos também foram o motivo da construção do Stone Mountain Tennis Center, que custou cerca de $22 milhões. O Stone Mountain era moderno e tinha capacidade para 12.000 fãs. No entanto, apenas 11 anos após a sua construção, o Stone Mountain acabou sendo fechado e demolido.

20. Giants Stadium

O Giants Stadium funcionou entre 1976 e 2010 e era a casa dos New York Giants e dos Jets. Para os Giants, o Giants Stadium foi palco de grandes conquistas da equipe. Para os Jets, nem tanto, o que causou sofrimento por décadas. Os proprietários pensaram que uma mudança de cenário — ou seja, um novo estádio a 6 metros de distância — poderia mudar as coisas.

Bem, não muito. Desde que os Giants/Jets se mudaram para o MetLife Stadium, em 2010, os Giants ganharam um Super Bowl, enquanto os Jets permanecem como um das das equipes mais frustradas da NFL, frequentemente apanhando de Tom Brady durante a temporada. Em 2010, o Giants Stadium foi demolido e se tornou um estacionamento.

21. Chicago Stadium

A “Madhouse on Madison” — ou Hospício na Rua Madison, em tradução livre — serviu de casa para o Chicago Bulls entre 1967 e 1994 e para o Chicago Blackhawks entre 1929 e 1994. O apelido surgiu graças ao público insano e barulhento que lotava a pequena arena nos jogos noturnos.

Outra peculiaridade que definitivamente ajudou os Blackhawks foi a pista de gelo, que era menor do que o exigido pelo regulamento, já que foi construída antes das regras da NHL. Essa pista menor dava uma grande vantagem aos Blackhawks, permitindo que eles jogassem hóquei de uma maneira mais agressiva que o normal. Em 1995, a querida arena foi demolida. Felizmente para Chicago, o sucesso dos Bulls os acompanhou em sua nova casa, o United Center.

22. Antigo Yankee Stadium

A “House that Ruth Built” era o estádio da maior dinastia esportiva da história dos EUA. Durante quase meio século, os New York Yankess foram a melhor equipe de beisebol do país. O Yankee Stadium original foi inaugurado em 1923 e viu os Yankees vencerem 26 World Series.

Embora o estádio tivesse características únicas e fosse amado pelos fãs, os proprietários chegaram à conclusão de que o clássico estádio de beisebol não era adequado para o futuro, optando por construir um estádio de bilhões de dólares no Bronx, também chamado de Yankee Stadium. O estádio original foi fechado em 2008 e demolido em 2010; no seu lugar está o Heritage Park atualmente.

23. RFK Stadium

Mas que bela foto, com o RFK Stadium, o Capitólio e o Monumento de Washington no mesmo registro. No entanto, o que você não vê são todas as derrotas que ocorreram no RFK. O RFK foi a casa dos Redskins entre 1961 e 1996 e dos Nationals entre 2005 e 2007. Esse estádio pode ser melhor descrito como mediano.

As suas dimensões dificultavam muito a execução de home runs. Já no futebol americano, o andar superior ficava mais distante do que em estádios tradicionais feitos exclusivamente para o esporte. Hoje em dia, o estádio não tem um locatário permanente e deve ser demolido em breve.

24. Buffalo Memorial Auditorium

O principal time a ocupar o Buffalo Memorial Auditorium, apelidado de “Aud”, foi o Buffalo Sabres. Essa foi a casa deles entre 1970 e 1996. O centro esportivo era muito parecido com outras áreas construídas na mesma época, com os fãs mais próximos do jogo, o que tornava o ruído dentro do estádio insuportável.

O problema para o Buffalo era que eles não conseguiam aproveitar o esforço dos fãs para vencer a Stanley Cup. Depois da saída dos Sabres, o Aud permaneceu vago até a cidade de Buffalo demoli-lo em 2009. Antes da demolição, o Aud sofreu muito com vandalismo e furtos.

25. Baltimore Memorial Stadium

Esta não é a primeira coisa a ser tirada dos habitantes de Baltimore. Essa distinção pertence aos Colts, que abandonaram a cidade no meio da noite em 1984. Foi só em 1996 que o futebol americano retornou à maior cidade de Maryland. A estreia dos Ravens foi no Baltimore Memorial Stadium, essa terrível estrutura de tijolos que os Orioles chamaram de casa entre 1954 e 1991.

Em 2001, o estádio foi demolido após 10 meses. O entulho da demolição foi então utilizado para criar um recife artificial na Baía de Chesapeake. Portanto, para os fãs apaixonados de Baltimore com saudade do Baltimore Memorial Stadium, basta dar um mergulho para matar a saudade.

26. Miami Marine Stadium

O segundo estádio de Miami a aparecer nesta lista, o Miami Marine Stadium foi construído em 1963 como o primeiro estádio dos Estados Unidos construído especificamente para corridas de lanchas. Em 2018, o Miami Marine Stadium foi listado no Registro Nacional de Lugares Históricos. Claramente, essa designação ajudou o estádio a impedir o abandono.

O estádio também era um lugar frequentado por muitos músicos renomados, como Elvis e Sammy Davis Jr. Embora o estádio, que é muito elogiado pela sua vista do centro de Miami, esteja numa situação terrível, muitos moradores locais assumiram a responsabilidade de limpá-lo e restaurá-lo com as próprias mãos.

27. Coliseu de Roma

Bem, tecnicamente, o Coliseu de Roma é uma arena esportiva abandonada há séculos. O Coliseu foi originalmente construído como um gigantesco centro esportivo que apresentava gladiadores duelando até a morte. Essa arena impressionantemente grande e tecnologicamente avançada — para a época — também foi palco de batalhas navais, já que era possível encher o local de água.

É incrível pensar que os romanos foram capazes de construir algo tão impressionante sem o uso de guindastes ou trabalhadores organizados. Hoje em dia, boa parte da sua estrutura foi destruída, mas o que permanece serve de testemunho do incrível nível da engenharia dos romanos.

28. Chernobyl Stadium

Os Jogos Olímpicos seriam realizados na cidade nuclear de Pripyat, onde ocorreu o desastre nuclear de Chernobyl em 1986? Provavelmente não. Pripyat teria uma grande equipe de futebol? Também não. Mas a cidade tinha, de fato, uma comunidade considerável de 50.000 pessoas, e essa comunidade assistia a jogos esportivos.

Portanto, essa comunidade construiu um estádio de tamanho intermediário, mas, infelizmente, a cidade teve de ser evacuada após a explosão de um dos reatores nucleares de Chernobyl, o que criou uma enorme crise internacional. A catástrofe transformou Pripyat em uma cidade fantasma, cheia de relíquias e artefatos que permanecem intocados há décadas.

29. Antigo Wembley Stadium

Pelé, o maior jogador de futebol da história, disse uma vez que “Wembley é a catedral do futebol. É a capital do futebol e o coração do futebol”. O maior estádio da Inglaterra, Wembley foi a casa da seleção inglesa de futebol entre 1923 e 2000. O estádio era ultrapassado e limitado, e se a seleção da Inglaterra quisesse retornar à sua glória, eles precisavam de um novo estádio.

Depois da mudança da seleção inglesa para o novo Wembley Stadium, o antigo ficou vago por dois anos até ser demolido em 2002. E para a tristeza de milhões de fãs de todo o mundo, as duas torres brancas vistas na foto acima não foram preservadas.

30. Civic Arena Pittsburgh

A Mellon Arena, como era mais conhecida, foi a casa dos Pittsburgh Penguins entre 1967 e 2010. Apelidada de iglu, a Mellon Arena era facilmente reconhecida pela sua clássica forma de domo. O domo era para ser retrátil, mas exigia muitos cuidados e apresentava diversos problemas. Os operadores do domo encerram as retrações completas após 1995. O domo permaneceu permanentemente fechado após 2001.

Apesar do teto peculiar, a Mellon Arena foi um sucesso arquitetônico e um monumento adorado pela cidade de Pittsburgh. A demolição do histórico estádio de hóquei no gelo foi concluída em 2012, apesar dos protestos dos moradores locais, que acreditavam que o local deveria permanecer intacto.

31. Stadion Dziesieciolecia

Inaugurado em 1955, o Stadion Dziesieciolecia era o maior estádio de Varsóvia, na Polônia, e um dos principais estádios do país. Com uma capacidade para 71.000 pessoas, o estádio foi utilizado para festivais e jogos de futebol. Devido à sua grande capacidade, o estádio também foi a casa da seleção polonesa de futebol até 1983.

No entanto, nos anos 80, o estádio começou a desmoronar, deixando de ser um estádio imponente para transformar-se em um enorme centro esportivo vazio e sem locatário permanente. A partir do fim dos anos 80, o Stadion Dziesieciolecia tornou-se um enorme mercado onde as pessoas vendiam de tudo, de programas de computador a batatas. Em 2008, o estádio foi fechado para sempre.

32. Stand Athletic F.C.

O Stand Athletic F.C. foi fundado em 1964, mas deixou de existir há algum tempo. O clube foi dissolvido em 2009 após anos jogando nas divisões mais baixas do futebol inglês. Como você pode perceber pelo seu estádio — na foto abaixo —, o Stand Athletic F.C. nunca esteve destinado a grandes conquistas. Pelo visual do estádio, ele devia ter espaço para umas 100 pessoas no máximo.

Não há muito o que dizer sobre esse clube que nem existe mais. Sim, seus fãs apaixonados continuam chateados que o clube deixou de existir, mas se eles fossem mesmo apaixonados pelo Stand Athletic F.C., talvez devessem ter investido um pouco mais de dinheiro no estádio…

33. Green Point Stadium

O Green Point Stadium foi um estádio na Cidade do Cabo, na África do Sul, que tinha capacidade para 18.000 pessoas. Utilizado principalmente para partidas de futebol, o Green Point foi a casa de dois grandes clubes de futebol sul-africanos: Santos Football Club e Ajax Cape Town.

Quando não tinha jogos de futebol, o Green Point funcionava como um local de shows, o qual atraiu alguns dos maiores nomes da música mundial, incluindo Janet e Michael Jackson, Whitney Houston, Def Leppard, U2 e muito mais. Em 2007, o estádio foi parcialmente demolido para dar espaço ao Estádio da Cidade do Cabo, que foi construído para a Copa do Mundo de 2010.
34. Rubber Bowl

Desde a inauguração em 1940 até 2008, o Rubber Bowl serviu de casa para o Akron Zips, equipe de futebol da divisão escolar na região nordeste de Ohio. Localizado na periferia de Akron, o belo estádio tinha capacidade para 35.000 pessoas. Em 2009, o Akron Zips se mudou para o InfoCision Stadium-Summa Field, um estádio mais novo, mas com menor capacidade.

Além de futebol, o Rubbel Bowl serviu de palco para diversos artistas, incluindo Bon Jovi, Tom Petty, Bob Dylan e muito mais. Em 2017, a cidade de Akron adquiriu o velho e decrépito estádio com a intenção de demoli-lo, processo que começou em 2018.

35. Maple Leaf Gardens

Um dos locais mais sagrados do hóquei no gelo, o Maple Leaf Gardens serviu de casa para o Toronto Maple Leafs na NHL entre 1931 e 1999. Durante esse período, os Leafs venceram 11 títulos da Stanley Cup. O Maple Leaf Gardens também foi a casa do Toronto Raptors, embora apenas por seis jogos, entre 1997 e 1999, quando o Rogers Centre, sua casa original, esteve indisponível.

O estádio tinha uma capacidade que variava de 15 a 16 mil pessoas, e assim como outros estádios antigos, o Maple Leaf Gardens tinha obstruções na visão do público, salões pequenos e assentos íngremes. Esta última característica proporcionava aos fãs uma experiência mais intimista e próxima do jogo. Devido a essa proximidade do público, os Leafs costumavam ter enorme vantagem nos jogos em casa.

 

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Atletas parados: como acontece o descondicionamento?

Atletas parados: como acontece o descondicionamento?

Ouvimos falar da maioria dos aspectos negativos da decisão das atividades esportivas serem suspensas por causa do coronavírus, sendo a maior delas o adiamento das Olimpíadas. Uma grande preocupação é o fato de que mesmo atletas de elite, incluindo jogadores profissionais, podem ser descondicionados em um período muito curto de tempo. Imagine nós, pobres mortais amadores e que gostamos de fazer nossas provas nos fins de semana. Como ficamos com esse destreino?

Bicicleta encostada, tênis pendurado, bola parada? Mas você não precisa se encostar também, arrume um tempo e um cantinho para malhar em casa — Foto: Istock Getty ImagesBicicleta encostada, tênis pendurado, bola parada? Mas você não precisa se encostar também, arrume um tempo e um cantinho para malhar em casa — Foto: Istock Getty Images

Bicicleta encostada, tênis pendurado, bola parada? Mas você não precisa se encostar também, arrume um tempo e um cantinho para malhar em casa — Foto: Istock Getty Images

É certo que dois dos poucos aspectos positivos da paralisação são os jogadores e atletas que recebem algum alívio da rotina de uma longa temporada e tempo suficiente para se recuperar de lesões, podendo usar o tempo de inatividade para tratar as dores e fortalecer desequilíbrios.

Mas, tendo trabalhado há muitos anos com atletas nos hospitais e consultório e na minha época de médica da seleção brasileira de futebol feminino, descobri que mesmo uma semana de ausência no treinamento resulta em perdas mensuráveis no condicionamento dos praticantes esportivos.

Isso pode não ser um problema para LeBron James e outros jogadores da NBA que moram em mansões equipadas com enormes ginásios, e outros da nossa seleção brasileira de futebol e, lógico, outros esportes de elite. Mas e os jogadores com baixos salários e atletas amadores de quarentena, obrigatória ou autoimposta, quando ir a uma academia comercial está fora de questão? O que nos resta é seguir virtualmente nossos professores e nos estimular para minimizar a perda.


Todos sabemos que precisamos treinar de forma consistente, treinar duro e “nos recuperarmos mais” para obter o desempenho ideal. Um exemplo dessa determinação são os triatletas, que são ótimos para treinar mais e mais. Ouvimos muito sobre o verdadeiro desafio de obter uma recuperação adequada. Mas o que acontece quando fazemos uma pausa prolongada do treinamento, voluntária ou involuntariamente? Quanto tempo de inatividade é suficiente e quanto é demais?

Reversibilidade do treinamento: “use ou perca”

O princípio da reversibilidade do treinamento afirma que, embora o treinamento físico regular resulte em melhor desempenho atlético, interromper ou reduzir substancialmente o treinamento causa uma reversão parcial ou completa das adaptações físicas, comprometendo o desempenho atlético. No mais simples dos termos: use-o ou perca-o (traduzi do inglês “Use it or Lose it”)

Quando os triatletas param de treinar por um longo período de tempo, seus ganhos de condicionamento físico, conquistados duramente, deterioram-se e eventualmente desaparecem completamente, geralmente mais rapidamente do que foram obtidos. É necessário manter estímulo de treinamento suficiente para manter as adaptações induzidas pelo treinamento.

Em um estudo, um remador olímpico atingiu o pico de condicionamento físico durante os Jogos e depois tirou férias de 8 semanas do treinamento. Ele levou 20 semanas para retornar ao seu nível de condicionamento físico anterior!

Em outros artigosvemos que:

 

  • Em até 10 dias, você começa a perder resistência, aumentar a gordura corporal;
  • Em cerca de 14 dias, a densidade mitocondrial e a atividade enzimática diminuem;
  • Em de 4 a 6 semanas sem treinamento, perdemos 10% de força e potência muscular;
  • Em mais que 6 semanas perdemos 6% da resistência.

 

A força é retida por mais tempo do que a resistência quando os atletas fazem uma pausa nos treinos. E, francamente, exercícios de fortalecimento eficazes podem ser feitos em qualquer lugar. Durante a quarentena, é o que a maioria consegue fazer e atletas provaram que isso é verdade nos artigos citados. Com relação à resistência, depois de atingir a marca de seis semanas você começa a perder um valor considerável de “fôlego”.

Como muitas vezes é necessário muito mais tempo para recuperar o condicionamento perdido do que é preciso para a sua aquisição, entrar no modo de playoff intenso e parar por tempo prolongado de pouco exercício seria um desastre para os atletas e jogadores. Portanto, vale a pena tentar permanecer no pico do condicionamento na medida do possível, mesmo em casa. Faça um esforço e mantenha uma rotina!

Bons treinos,

Ana Paula Simões – CRM 108667

Referências:

 

  1. The Detraining and Retraining of an Elite Rower: A Case Study. J Sci Med Sport. 2005 Sep;8(3):314-20. DOI: 10.1016/s1440-2440(05)80042-8.
  2. The Effects of Short Term Detraining and Retraining on Physical Fitness in Elite Soccer Players. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29746505/
  3. The Effects of Detraining and Retraining Periods on Fat-Mass and Fat-Free Mass in Elite Male Soccer Players. eerJ. 2019 Aug 13;7:e7466. doi: 10.7717/peerj.7466. eCollection 2019.

 

 

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Planilha com duas séries de exercícios para casa: não perca o ritmo

Planilha com duas séries de exercícios para casa: não perca o ritmo

O país (e o mundo) está passando por um período onde muitas pessoas têm que ficar isoladas em casa por causa do coronavírus (Covid-19), e muitas delas levavam uma vida bastante ativa. É possível imaginar o quanto é difícil sair da rotina de treinamentos, mas a boa notícia é que é possível manter uma rotina de exercícios em casa. É certo que isso exige disciplina e uma planilha de treinos montada por um educador físico com registro no CREF. E essa coluna tem como objetivo, primeiramente, passar uma mensagem de solidariedade e tentar ajudar com duas sequências de exercícios simples para quem não tem nenhum acessório em casa, só o peso do corpo e disposição.

 

Primeira série:

 


Flexão de braços — Foto: Getty ImagesFlexão de braços — Foto: Getty Images

Flexão de braços — Foto: Getty Images

Flexão de braços (pode apoiar o joelho no chão para facilitar): duas ou três vezes, de seis a 10 repetições (2 ou 3 x 6 a 10 repetições).


Saltos curtos tipo bloqueio de vôlei — Foto: Istock Getty ImagesSaltos curtos tipo bloqueio de vôlei — Foto: Istock Getty Images

Saltos curtos tipo bloqueio de vôlei — Foto: Istock Getty Images

Saltos curtos tipo bloqueio de vôlei: duas ou três vezes, de 8 a 12 repetições (2 ou 3 x 8 a 12)


Agachamento simples com o peso do corpo — Foto: Istock Getty ImagesAgachamento simples com o peso do corpo — Foto: Istock Getty Images

Agachamento simples com o peso do corpo — Foto: Istock Getty Images

Agachamento simples com o peso do corpo: duas ou três vezes, de 8 a 12 repetições (2 ou 3 x 8 a 12)


Abdominal “ciclista” — Foto: Istock Getty ImagesAbdominal “ciclista” — Foto: Istock Getty Images

Abdominal “ciclista” — Foto: Istock Getty Images

Abdominal “ciclista”: duas ou três vezes, de 15 a 20 repetições (2 ou 3 x 15 a 20)


Abdução do quadril deitado no solo — Foto: Istock Getty ImagesAbdução do quadril deitado no solo — Foto: Istock Getty Images

Abdução do quadril deitado no solo — Foto: Istock Getty Images


Abdução do quadril deitado no solo: duas ou três vezes, de 10 a 20 repetições (2 ou 3 x 10 a 20)


Elevação da pelve deitado no solo — Foto: Getty ImagesElevação da pelve deitado no solo — Foto: Getty Images

Elevação da pelve deitado no solo — Foto: Getty Images

Elevação da pelve deitado no solo: duas ou três vezes, de 15 a 20 repetições (2 ou 3 x 15 a 20)

 

Segunda série

 


Subida no banco — Foto: Istock Getty ImagesSubida no banco — Foto: Istock Getty Images

Subida no banco — Foto: Istock Getty Images

Subida no banco: duas ou três vezes, de 6 a 12 repetições (2 ou 3 x 6 a 12)


Avanço sem passo (afundo) — Foto: IstockAvanço sem passo (afundo) — Foto: Istock

Avanço sem passo (afundo) — Foto: Istock

Avanço sem passo (afundo): duas ou três vezes, de 8 a 12 repetições (2 ou 3 x 8 a 12)


Abdominal simples deitado no solo — Foto: Istock Getty ImagesAbdominal simples deitado no solo — Foto: Istock Getty Images

Abdominal simples deitado no solo — Foto: Istock Getty Images

Abdominal simples deitado no solo: duas ou três vezes, de 10 a 20 repetições (2 ou 3 x 10 a 20)


Adução do quadril deitado no solo — Foto: Istock Getty ImagesAdução do quadril deitado no solo — Foto: Istock Getty Images

Adução do quadril deitado no solo — Foto: Istock Getty Images

Adução do quadril deitado no solo: duas ou três vezes, de 10 a 15 repetições (2 ou 3 x 10 a 15)


Tríceps entre dois bancos ou apoiando o pé no chão — Foto: Istock Getty ImagesTríceps entre dois bancos ou apoiando o pé no chão — Foto: Istock Getty Images

Tríceps entre dois bancos ou apoiando o pé no chão — Foto: Istock Getty Images


Tríceps entre dois bancos ou apoiando o pé no chão: duas ou três vezes, de 6 a 12 repetições (2 ou 3 x 6 a 12)


Extensão do tronco no solo — Foto: Istock Getty ImagesExtensão do tronco no solo — Foto: Istock Getty Images

Extensão do tronco no solo — Foto: Istock Getty Images

Extensão do tronco no solo: duas ou três vezes, de 6 a 12 repetições (2 ou 3 x 8 a 15)

Intervalo de 30 segundos a 1 minuto entre um exercício e outro. A ideia é fazer a série 1 em um dia e a série 2 no outro, e ir alternando. É importante perceber se algum dos exercícios causa dor, porque a regra é: sentiu dor, não faz.

Quem conseguir se manter treinando nesse período, provavelmente vai voltar ao ritmo dos treinamentos com mais rapidez quando essa fase passar. E se por acaso perder a vontade de se exercitar em casa, vai sem vontade mesmo! Até os mais fominhas de treino têm dias que não querem sair do sofá, encare isso meio que como um remédio.

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O Segredo- Por Daniel Alves

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Projeto da Seven Sky é selecionado pela Forbes Pitch

Projeto da Seven Sky é selecionado pela Forbes Pitch

Em 01/05/2020 a Forbes iniciou uma postagem em um projeto chamado Forbes Pitch dos quais contemplavam empreendedores em cenário da Pandemia que atinge o planeta e também a economia como um todo.

e um dos projetos que foi selecionado foi da Seven Sky Sports que visa cada vez mais expandir seus projetos e sua loja virtual de esportes.
Trabalhando sério e com foco na Consultoria e atender em excelencia em eventos esportivos, levou a credbilidade ao portal em acreditar no projeto

a Postagem ocorreu no Stories do Instagram em 01/05/2020 as 16:53, permanecendo por 24 horas, atingindo seus 2.4 milhoes de seguidores e acreditando no trabalho sério e comprometido da Consultoria.


Confira o Instagram da Forbes :https://www.instagram.com/forbesbr/

https://forbes.com.br/

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Campeonato de Kart Amador 2018

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Arena Maximus em Indaiatuba será sede do Paulistão de Futebol 7

Arena Maximus em Indaiatuba será sede do Paulistão de Futebol 7

O Campeonato Paulista de Futebol 7, temporada 2020, vai reunir as maiores equipes e atletas do Estado. Estão confirmados clubes como Corinthians, Ponte Preta, Clube Pinheiros e outras grandes forças da elite do futebol 7 estadual. A competição premiará os campeões com pacotes de participação para a Copa do Brasil de Futebol 7, que reúne times de todo o Brasil.

O Paulistão terá jogos em 04 sedes, sendo que as equipes devem escolher uma das sedes para disputar a fase de grupos de também os jogos eliminatórios da segunda fase. A Fase Final reunirá as melhores equipes de cada região. 

O evento é organizado pela Futebol 7 Brasil e as inscrições este ano custam apenas 01kg de alimento não perecível por atleta. O número de vagas por sede é limitado e será respeitada a ordem de chegada. A disputa ocorre na categoria adulto masculina em todas as sedes e apenas na capital haverá a categoria feminina.

Para maiores informações acesse o GUIA OFICIAL e veja todos os detalhes do evento. 

CLIQUE AQUI e acesse agora.

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Copa Fair Play de Futsal

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Cinco dicas para voltar aos treinos de corrida sem sofrer com lesões

Cinco dicas para voltar aos treinos de corrida sem sofrer com lesões

Com a abertura parcial do comércio de várias cidades e com a vida voltando pouco a pouco a um certo padrão de normalidade, é obvio que os amantes das corridas de rua já estão de cadarços amarrados, viseiras e relógios GPS, prontos para tirar o atraso de todos os quilômetros não percorridos durante a quarentena. Porém, nosso conselho para esses ansiosos corredores é: tenham calma. Querer retornar às corridas com o mesmo pace e correndo a mesma distância percorrida antes da quarentena é um erro que poderá resultar em lesões e, consequentemente, mais tempo sem praticar esse esporte tão amado pelos brasileiros.

 

Na volta aos treinos de corrida, não se deve aumentar o volume e a intensidade do treinamento ao mesmo tempo — Foto: Istock Getty Images

Na volta aos treinos de corrida, não se deve aumentar o volume e a intensidade do treinamento ao mesmo tempo — Foto: Istock Getty Images

Lembre-se: mais da metade dos corredores são acometidos por pelo menos uma lesão por ano e isto acontece principalmente porque, na ansiedade de melhorar o desempenho, acaba-se pulando etapas de treinamento, não permitindo que o corpo se adapte adequadamente.

Para se ter uma ideia de quanto estresse seu corpo tem que absorver, faça a seguinte conta: a cada passo, seu aparelho locomotor tem que absorver de duas a três vezes o peso do seu corpo. Multiplique isso pelo número de passos que você dá a cada corrida e então multiplique por quantas vezes você corre por semana.

 

Seguindo esse raciocínio pode-se perceber que a milhagem (volume) semanal é um importante fator predisponente relacionado ao risco de lesões. Saber qual o limite do seu corpo é fundamental. E esse é um dos motivos pelo qual nunca se deve copiar a planilha de um amigo. Em média, o risco de lesões mais do que dobra quando a distância semanal percorrida ultrapassa 60 km.

Outro fator que predispões ao problema é a presença de lesões prévias. Aqueles que já se machucaram no passado estão mais propensos a se machucar novamente. Especialmente na falta de tratamento adequado.

Portanto, seguem algumas dicas básicas para evitar lesões na volta aos treinos:

 

  1. Aumente a milhagem semanal devagar, gradativamente, e distribua o incremento pelos treinos ao longo da semana. Se você não é um corredor experiente, e mesmo se for, não aumente mais do que 1,5 km por treino. Por exemplo, se você correu 32 km por semanas, distribuídos em quatro treinos semanais de 8 km, corra 38 km a seguir dividindo em quatro de 9,5 km. Não percorra os 38 km adicionando os 6 km a uma única corrida.
  2. Não aumente a milhagem a cada semana, sinta-se confortável com a distância percorrida em cada treino antes de dar mais um passo. O mesmo princípio vale para o “longão”.
  3. Não faça um “longão” muito longo. O treino longo não deve compreender mais do que um terço da distância total percorrida na semana. Ou seja, se você está correndo 60 km por semana, não faça um longão maior do que 20 km.
  4. Permita que os treinos fáceis sejam realmente fáceis. Os 5 km “pra soltar” não devem ser transformados num treino de intensidade.
  5. Não aumente o volume e a intensidade do treino ao mesmo tempo. Nas semanas em que o objetivo for a melhora do pace, você pode inclusive diminuir a distância total percorrida.

 

 

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