Campinas Larga na Frente
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A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e o Laboratório de Crescimento e Desenvolvimento da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp firmaram parceria em uma pesquisa inédita no Brasil sobre parâmetros científicos de composição corporal de atletas. O objetivo é estabelecer um referencial de classificação para melhor aproveitamento de atletas em modalidades esportivas, com foco em alto rendimento.
O estudo está sob a orientação do coordenador de Esporte de Rendimento da Secretaria de Esportes, Anderson Marques de Moraes, que integra o grupo de pesquisa do Laboratório da Unicamp. Até o momento, cerca de mil atletas já passaram por avaliações em nove modalidades: basquete, vôlei, ginástica artística, atletismo, natação, futsal, handebol, futebol e ginástica rítmica.
Durante os testes, os cientistas utilizam o “Absorciometria de Raios-X de Dupla Energia (DXA)”, um equipamento de última geração, considerado o melhor do mundo para este tipo de avaliação. A parceria com a Unicamp resultará em um banco de dados inédito do gênero no país.
Tecnologia
A pesquisa teve início em meados de 2016 e desde então, o estudo vem fornecendo dados sobre os parâmetros do corpo como medidas de composição corporal (massa e porcentagem de gordura, massa muscular), densitometria óssea (densidade mineral óssea, conteúdo mineral ósseo) e índice de massa corpórea. A meta é avaliar, pelo menos, 5 mil atletas.
A partir dos resultados obtidos, será possível a construção de um referencial de classificação para o melhor aproveitamento de atletas em modalidades esportivas específicas. Será possível descobrir atletas, por exemplo, com grande potencial para competições de alto rendimento, e elaborar treinamentos específicos de acordo com as características do organismo de cada um.
Eficiência
A densitometria óssea é o exame mais preciso para constatar as condições físicas de atletas e praticantes de atividades físicas, pois exibe um relatório completo, informando desde as áreas mais ricas em gordura a percentual de cada massa e danos ósseos.
Além de ser mais eficiente do que os métodos anteriormente utilizados como o adipômetro, medição antopométrica e pesagem hidrostática, é também mais preciso que o IMC, método utilizado durante anos por médicos e outros profissionais da saúde para identificar os índices de gordura corporal. No passado, o IMC era determinante para a liberação de um atleta para uma competição, utilizando como base apenas o cálculo da massa corporal. No entanto, o índice não especificava o percentual de cada massa, considerando apenas o total da massa corporal.
De olho nos dados
Embora o estudo ainda não tenha sido concluído, treinadores já podem fazer uso dos dados para melhorar a performance dos seus atletas. “Campinas sairá na frente revelando potenciais esportivos que irão, futuramente, representar o Brasil em competições internacionais, inclusive, em jogos olímpicos”, afirmou o secretário municipal de Esportes e Lazer”, Dario Saadi.
A Secretaria de Esportes é a responsável pelo convite aos atletas participantes do estudo, mas a proposta está aberta a todos que tenham interesse em participar, seja de Campinas ou de outras cidades do Estado de São Paulo. “Esta é uma forma de ampliar os dados da pesquisa e podermos concluir o referencial, que poderá ser usados por atletas de todo o Brasil para melhorar a performance”, explica o coordenador de Esporte de Rendimento, Anderson Moraes.
“Os benefícios dessa pesquisa inédita são indiscutíveis, desde a descoberta de futuros atletas, monitoramento das alterações decorrentes da prática esportiva”, conclui Saadi.

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